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Papel do professor na EaD

Metodologias ativas?

Essa ideia vem do século XX, mais especificamente de Piaget, um pensador que defendia novos métodos de educação. A palavra ativa vem justamente para contrapor o ensino passivo, aquele modelo tradicional em que o professor ensina e o aluno aprende — ou seja, que carrega consigo a ideia de passividade.

Nessa proposta, o protagonista é o próprio estudante, que recebe maior autonomia para participar do seu processo de aprendizado. Ele deixa de ser apenas um receptor de informações e tem a responsabilidade de buscar os meios de adquirir conhecimento.

Quando o aluno é realmente envolvido na sua aprendizagem, ele consegue refletir melhor sobre a importância da sua contribuição. Antes disso, ele precisa perceber que é uma parte relevante desse processo e não um mero coadjuvante.

Como fazer?
Na verdade, existem diversas maneiras de aplicar o método em sala de aula, o que vai depender de cada instituição de ensino. Aliás, outro fator importante é adequar esses planos às diversas fases acadêmicas (educação básica, ensino superior, especialização etc), pois o desafio de envolver o aluno é diferente em cada idade.

Contudo, não se trata de implementar atividades extraordinárias ou muito distantes do convencional. O objetivo é utilizar mesmo as práticas comuns de uma maneira diferenciada, com o olhar voltado para o protagonismo de quem está ali para aprender.

Para citar alguns exemplos, dentre as táticas utilizadas estão as rodas de discussão, jogos e brincadeiras, estudos em grupo, sala de aula invertida, dinâmicas, entre outras. Tudo isso gerando responsabilidade para os envolvidos e tirando o papel de “faz-tudo” do professor.

Nesse sentido, o suporte das ferramentas tecnológicas é crucial e colabora significativamente para complementar todo o processo de aprendizagem, facilitando principalmente o acesso à informação e a troca de experiências.

Quais as vantagens?
Os defensores das metodologias ativas alegam uma série de benefícios para o desenvolvimento de cada aluno como pessoa, profissional e cidadão. Ao oferecer maior liberdade e autonomia, a intenção é que eles desenvolvam outras percepções e habilidades.

De um modo geral, o propósito é fortalecer a capacidade de pensar, avaliar e interpretar antes de absorver os conteúdos. Ao contrário de simplesmente aceitar tudo o que é oferecido, é necessário resistir um pouco e procurar entender com calma cada ideia ou contexto.

Esse estímulo ao senso crítico é extremamente importante para que as pessoas consigam aprimorar tal capacidade, sobretudo quando vivemos em uma época de tantas informações difusas — estamos expostos a tantas coisas que nem sempre conseguimos pensar direito sobre elas, não é verdade?

Então, acredita-se que, dessa forma, seja possível formar pessoas mais criativas, inovadoras e que tenham esse desejo de ir além. A capacidade de criticar (no sentido de avaliar, não de condenar) precisa ser incentivada, para que o ser humano não acabe perdendo isso com o tempo e se torne praticamente um robô.

Outra vantagem é instigar o aluno a ser mais proativo, o que é uma característica bem valorizada pelo mercado de trabalho. A disposição para analisar situações, buscar alternativas e oferecer soluções é favorecida quando as pessoas compreendem desde cedo que devem ser partes ativas disso.

Como o professor atua nesse processo?
O grande equívoco de muitas pessoas ao conhecerem superficialmente esse tipo de metodologia é acharem que o professor perde a sua função, que ao encorajar uma certa independência, ele pode ser substituído pela tecnologia ou perder sua razão de existir.

Ao contrário, ele continua sendo fundamental. A diferença é que muda de posição, deixando de ser o único detentor do conhecimento para se tornar um facilitador. Sua função deve ser atuar como mediador entre o conhecimento e os alunos, estimulando essa interação e ajudando nas dificuldades.

Até porque é muito claro que o professor ocupa essa posição pelo seu vasto domínio e experiência sobre o tema que leciona, e isso não inclui apenas uma grande quantidade de conteúdo, mas o jeito ou a didática necessária para transmiti-lo.

Por isso, sua figura deve continuar existindo em sala de aula apenas com algumas mudanças, pois o aprendizado não deve ficar por conta exclusivamente do aluno — o que seria um caso de autodidatismo, que é bastante diferente da proposta da educação ativa.

Mudanças são necessárias?

Um dos fatores para isso acontecer é que o modelo de ensino tradicional se tornou obsoleto com o passar do tempo. Para atrair a atenção dos estudantes hoje em dia, é preciso mudar essa dinâmica, e colocá-los no centro do processo é uma maneira de envolvê-los.

Para tanto, os professores naturalmente precisam ser mais flexíveis e contribuir para essa mudança de cultura. Eles devem se preocupar em rever sua postura e estudar maneiras de transformar sua atuação como profissionais da educação que eles são.

Por exemplo, o aluno sentado na cadeira da sala de aula muitas vezes tem acesso a milhares de informações com alguns cliques. Talvez muito mais do que o seu professor está expondo no momento. Acontece que nem sempre ele sabe transformar essas informações em conhecimento, precisando da ajuda de alguém mais experiente.

A sabedoria do professor para filtrar a imensa quantidade de dados e opiniões a que temos acesso no mundo virtual é muito importante aqui. Sabemos que a internet traz muitos benefícios, mas não podemos acreditar em tudo o que ela oferece.

É preciso entender que as metodologias ativas visam a potencializar ainda mais o ensino: afastar a preguiça, aproximar o aluno, desenvolver suas habilidades e contribuir para uma formação mais completa. E, para isso, o suporte pedagógico e tecnológico também é essencial.

Fonte: lyceum-com-br

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