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Como a plataforma Moodle pode contribuir para educação inclusiva?

A Educação a Distância – ou EaD, como é chamada – já vem conquistando milhões de pessoas no Brasil. A nova forma de ensino traz uma série de benefícios, que vão de flexibilidade de horário, baixo custo e também maior inclusão social. Mas o que muita gente ainda não sabe é que essas plataformas, em especial o Moodle, são também uma importante ferramenta inclusiva para portadores de deficiência auditiva, visual e física.

Com isso, o Moodle possibilita que milhões de pessoas que antes se viam às margens do ensino superior brasileiro, devido à sua dificuldade de deslocamento e até mesmo inflexibilidade de horários por conta de tratamentos, pudessem ingressar em um curso e se tornarem profissionais nas áreas em que se identificam.

O Moodle e seu trabalho inclusivo

Quando pensamos em trabalho inclusivo logo nos vêm à cabeça os programas sociais desenvolvidos e oferecidos pelos governos e instituições não governamentais. No entanto, nem sempre nos damos conta de que ao falar de ensino superior é preciso que a contribuição vá além disso. Foi pensando nisso que o Moodle, ou Modular Object Oriented Distance Learning, decidiu contribuir de forma mais ativa para uma educação inclusiva.

Com o software de código aberto, o deficiente tem a possibilidade de utilizar leitores de tela, essencial para o ensino de milhares de deficientes visuais em todo o mundo, além de encontrar uma gama de materiais e diversas extensões.

Por possibilitar que todo o tipo de conteúdo seja incluído e disseminado entre os participantes do curso, o Moodle permite que o professor insira materiais específicos em sua plataforma de curso e que possa também encontrar a melhor maneira de sanar as dúvidas de seus alunos.

O Moodle pode, portanto, ser usado de diversas formas: com a inserção de textos, vídeos, imagens e até mesmo material didático, o que possibilita que o aluno consiga acompanhar as aulas no seu ritmo e da maneira que necessita, sem excluí-lo do resto da turma.

Por exemplo, os deficientes visuais podem usar o leitor de tela para conseguir clicar em um material colocado em áudio ou até mesmo para ler algum texto que foi disponibilizado por um colega, mas que não está em áudio.

Já os deficientes auditivos podem assistir aulas ministradas em libras e fazer o uso de chats, fóruns e até mesmo materiais didáticos escritos, sem enfrentar a barreira de comunicação oral que encontram dentro de uma sala de aula física.

O deficiente físico usufrui do ensino a distância possibilitado pelo Moodle acabando com seu deslocamento até uma sala de aula física, o que permite que o obstáculo da distância seja completamente superado, além de permitir que a flexibilidade de estudo chegue de forma mais satisfatória.

Com isso, conseguimos perceber que a plataforma de ensino virtual consegue ampliar as possibilidades para os deficientes, assim como inseri-los na vida universitária de forma autônoma, sem que precisem de acompanhamento constante ou do apoio de uma terceira pessoa em sala.

O Moodle no Mundo

Atualmente a plataforma de EaD, Moodle já está presente em mais de 155 países, incluindo o Brasil, com a Universidade Aberta do Brasil. Ao total são mais de 360 mil cursos oferecidos, mais de 4 milhões de alunos cadastrados e uma quantidade de instalações que já supera 25 mil.

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